quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vaqueiro morre e suspeita é de acidente com o próprio laço

Um peão de uma fazenda do município de Sete Quedas pode ter morrido ao se enforcar acidentalmente com o laço que usava para laçar novilhas. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (09) e foi registrado como morte a esclarecer.

De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens trabalhavam como campeiro em uma fazenda próxima a Vila Carioca, quando um deles se afastou para cuidar do gado do outro lado da propriedade, deixando Silmar Avelino da Rocha, de 44 anos, sozinho.

Pouco depois ele voltou e encontrou Silmar caído no chão, já sem vida e com uma marca de corda no pescoço.

A polícia esteve no local e constatou que a vítima pode ter sofrido um acidente de trabalho, já que no local foi encontrado seu cavalo e uma novilha que estava laçada e a corda usada no laço estava presa a cela do cavalo.

No boletim de ocorrência consta que: “Os sinais encontrados no pescoço da vitima aparentemente pode ser sinais de enforcamento ocasionado pela corda na qual a vitima utilizava no trabalho. Que ao analisar a corda que estava presa ao cavalo e a novilha foi encontrado marca de sangue e de pele indicando que a vitima pode ter sofrido o enforcamento ao laçar a novilha. Diante foram feita todos os procedimentos praxe e a vitima foi encaminhada ao IML local”.

Fonte: Capital News

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Técnicos de Segurança Denunciam Falta de Profissionais no Mato Grosso

Os profissionais técnicos de segurança do trabalho vão realizar, nos próximos dias, assembléia da categoria para discutir sobre a ausência destes profissionais dentro das empresas em Cuiabá. Um dos locais onde eles fazem mais falta são nos canteiros de obras, locais que registram alto índice de acidentes de trabalho.
A mobilização é motivada pelo acidente ocorrido na última quinta (5), quando um elevador com seis operários despencou de uma altura de 18 metros na obra do edifício comercial Amazon Business, no bairro Santa Helena, em Cuiabá. A queda matou na hora o guincheiro Eurico de Jesus Ferreira, 38, e mestre de obras Agnaldo Alves dos Santos, 40.
Outros quatro operários foram levados ao Pronto-Socorro de Cuiabá, e um deles, o pedreiro Fernando da Conceição, não resistiu aos ferimentos e morreu no final da tarde da última sexta (6).
O técnico de segurança no trabalho, João Alves Cabral, que está acompanhando os familiares das vítimas, se diz indignado com o fato de que muitas empresas abrem mão da contratação dos técnicos de segurança, segundo ele, por encararem isso como despesa e não investimento. A contratação do técnico em segurança é exigida para empresas com mais de 20 funcionários. “Precisamos conscientizar as empresas de que a falta deste profissional nos canteiros é responsável por várias tragédias”, disse ele.
Segundo Cabral, o sindicato da categoria será acionado ainda esta semana, assim como o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM) e a Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE). A ideia é unir forças para obrigar as empresas a contratar técnicos.

Fonte: CircuitoMatoGrosso

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Superintendência do Trabalho interdita a obra

O Núcleo de Segurança da Superintendência Regional do Trabalho interditou ontem a obra do Edifício Amazon, que está em construção na Avenida São Sebastião, em Cuiabá. Anteontem o elevador da obra despencou do sexto andar, matando três operários e ferindo outros três. Segundo a Superintendência, há ainda irregularidades na obra que precisariam ser solucionadas, como a falta de telas de proteção, para que os trabalhadores tenham mais segurança.

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) de Mato Grosso, além da própria Superintendência do Trabalho, investigam a causa do acidente. Um dos pontos a ser analisado pelos peritos será o motivo que levou o cabo de aço a escapar da polia e causar a queda.

Inicialmente havia a informação de que o cabo tivesse rompido, mas depois se verificou que ele estava intacto. Policiais que estiveram no local informaram que o elevador estava com a capacidade correta, pois comporta até 800 quilos. O resultado das investigações deve ser divulgado em até quatro meses.

O acidente ocorreu por volta das 7h30, horário da primeira viagem até o 10º andar. Ao chegar ao sexto andar, ocorreu o acidente, fazendo com que o elevador despencasse. Segundo um dos operários da obra, Josan do Espírito Santo, que estava próximo, ele iria entrar no elevador na viagem seguinte. Não demorou muito e ele ouviu um barulho forte e gritos de desespero vindo do elevador.

“Eu estava embaixo (do elevador). Ouvi um estalo e os colegas gritando forte. Saí correndo, acho que uns 10 metros. Foi aí que eu parei. Assim que parei, vi todos caídos”, relatou. Josan estava ontem de manhã no velório de seu colega Fernando Conceição da Silva.

Segundo o engenheiro responsável pela obra, Herli Ribeiro Lavor, o elevador foi vistoriado e liberado pela DRTE no mês passado. Desde então, diz ele, a empresa tomava todas as precauções para garantir a segurança dos funcionários.

Fonte: Diário de Cuiabá