quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bombeiros resgatam trabalhador soterrado em Lucas do Rio Verde

  

Um trabalhador de 19 anos foi socorrido por uma guarnição do Corpo de Bombeiros, após sofrer um acidente de trabalho. O jovem foi praticamente soterrado, ficando apenas com a cabeça descoberta, conseguindo sobreviver.

O acidente aconteceu por volta das 09h00 dessa terça-feira (24) em uma empresa de pavimentação asfáltica em Lucas do Rio Verde.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Tenente BM Alex Queiroz, o rapaz estaria em cima de um contêiner (local onde é depositado o material para o processamento do asfalto), momento em que teria sido sugado, ficando soterrado. O trabalhador começou a gritar e em seguida outros funcionários conseguiram desligar a máquina.

Os bombeiros conseguiram colocar uma cinta no peito do rapaz, que ficou preso a uma pá carregadeira, Dessa forma, não corria mais o risco de afundar mais.

Enquanto isso com auxílio de pás e enxadas, os soldados foram retirando o excesso de material que envolvia a vítima. Depois de meia hora de muito trabalho, o rapaz foi retirado do local ileso.

A vítima foi encaminhada para o hospital para realizar exames que pudessem apontar algum dano causado no jovem devido ao acidente.

Fonte: cenário MT

Segurança em alturas na Construção Civil




A execução de trabalhos em altura expõe os trabalhadores a riscos elevados, particularmente quedas, freqüentemente com conseqüências graves para os sinistrados e que representam uma percentagem elevada de acidentes de trabalho. Este tipo de acidentes tem maior incidência na atividade da construção civil.

seguranca

Estas atividades exigem a implementação dos princípios gerais de prevenção que permitem identificar as causas e reformular ou criar estratégias corretivas de acordo com as ações a desenvolver nesta matéria, nomeadamente:
  • Concepção na fase de projeto de medidas ou equipamentos que possibilitem a eliminação do risco;
  • Implementação de métodos preventivos de organização do trabalho;
  • Planificação de todas as atividades;
  • Limitação dos efeitos de risco mediante a utilização de equipamento de proteção coletiva;
  • Utilização complementar de Equipamentos de Proteção Individual (EPI`s);
  • Informação atualizada sobre a execução dos trabalhos mais perigosos;
  • Formação permanente sobre as atividades a desenvolver.
Os trabalhos em altura efetuam-se em função das especificidades da atividade e dos equipamentos de trabalho a utilizar, nomeadamente:
  • Escadas portáteis (simples ou extensíveis) e escadotes;
  • Andaimes fixos;
  • Andaimes móveis;
  • Andaimes suspensos;
  • Postes/torres metálicas.
Associados aos trabalhos em altura estão uma série de riscos, tais como:
  • Queda em níveis diferentes;
  • Queda ao mesmo nível;
  • Queda de objetos;
  • Choque com objetos no trajeto de subida e descida;
  • Eletrocussão ou eletrização;
  • Projeção de objetos.
De forma a prevenir a ocorrência de qualquer tipo de acidentes quando da execução de trabalhos em altura, nada como seguir à risca as mais elementares regras de prevenção. Neste capítulo iremos falar de tipos de proteção mais gerais (proteção coletiva e individual dos trabalhadores) e de tipos mais específicos (quanto ao tipo de instrumento utilizado para a execução dos trabalhos).
Proteção coletiva
Em relação à proteção coletiva, é fundamental:
  • Armar proteções de escadas;
  • Implementar plataforma entre lances;
  • Introduzir dispositivos de segurança (cabos, linhas de vida, pontos de ancoragem, etc.);
  • Utilizar guarda corpos e guarda pés.
Proteção individual
Para este tipo de proteção, pode-se recorrer a um vasto número de EPI´s:
  • Cintos de segurança;
  • Arnês de pára-quedas;
  • Amortecedores de queda;
  • Pára-quedas retrátil;
  • Pára-quedas deslizante;
  • Regulador anti-quedas;
  • Mosquetões;
  • Corda linha de vida.
Quando da utilização de escadas, importa:
  • Definir as especificações técnicas indispensáveis para a sua aquisição (qual a carga máxima, altura, número de degraus, etc.);
  • Escolher o tipo de escada mais adequada à natureza da tarefa e altura de execução;
  • Conferir apoio e estabilidade na colocação, bem como ter atenção ao posicionamento e fixação das escadas;
  • Cumprir as regras de utilização na subida e na descida;
  • Inspecionar regularmente as escadas e os escadotes, revendo periodicamente os materiais e substituí-los sempre que necessário;
  • Transportá-las e arrumá-las em função do tipo de equipamento;
Quanto aos andaimes móveis, devesse verificar:
  • Efetuar a proteção com meios de balizagem;
  • Sinalizar a sua utilização de modo adequado;
  • Utilizar EPI´s na montagem e desmontagem;
  • Realizar o travamento através de estabilizadores ou do acionamento de travão nas rodas;
  • Manter a distância de aproximação a condutores elétricos.
Para os andaimes fixos é preciso:
  • Obedecer aos procedimentos específicos na montagem e desmontagem das plataformas de trabalho;
  • Efetuar a proteção do andaime;
  • Sinalizar a sua utilização de modo adequado;
  • Cumprir as regras de utilização (armazenagem do material, afixação de desativação, etc.);
  • Manter a distância de aproximação a condutores em tensão.
Relativamente aos andaimes suspensos, é fundamental:
  • Proteger a área circundante na vertical;
  • Obedecer aos procedimentos específicos na montagem e desmontagem (realização de ensaio prévio, vistoria de todos os componentes, etc.);
  • Utilizar um sistema anti-queda, ligação à estrutura;
  • Respeitar a carga máxima;
  • Realizar a manutenção adequada do equipamento.
Trabalhos em postes e torres metálicas é necessário:
  • Utilizar um sistema anti-queda para proteção individual;
  • Montar a corda/linha de vida na subida;
  • Efetuar a fixação, na altura da execução da tarefa, com o amortecedor pára-quedas, a um ponto de ancoragem;
  • Impor medidas que eliminem o risco de exposição a radiação eletromagnética acima dos limites admissíveis;
  • Desligar o transmissor e a ligação à terra (em trabalhos em antenas de transmissão).
Só os trabalhadores devidamente formados deverão ser autorizados a desempenhar trabalhos em altura. As medidas de formação para esses trabalhadores devem abranger:
  • Procedimentos de segurança;
  • Utilização dos equipamentos de trabalho;
  • Uso de sistema de proteção anti – queda;
  • Transporte de equipamentos e acesso a plataformas.
Medidas de Informação
Os trabalhadores têm de dispor de informação atualizada sobre:
  • os riscos para a atividade a desempenhar;
  • as medidas de proteção existentes;
  • a forma como atuar;
  • as instruções a adotar em caso de perigo ou acidente grave.
Medidas de Vigilância Médica
Os trabalhadores que executem trabalhos em altura deverão realizar exames médicos específicos que atestem a sua aptidão física e psíquica.
Fonte: PMKB

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Eletricista morre ao sofrer queda em obra de loja de departamentos

Eletricista morreu enquanto trabalhava em obra de loja de departamentos, no entroncamento das rodovias MG-427 e BR-050, na manhã de ontem. Vítima prestava serviço para uma empresa terceirizada no ramo de eletricidade. Equipe do Samu realizou os procedimentos de ressuscitação, mas não foi possível reanimar Valdeci Carlos de Souza, 54 anos, que foi a óbito no local. Peritos da Polícia Civil não encontraram equipamentos de proteção individual junto ao corpo.
De acordo com o registro policial, por volta de 11h30, o eletricista Valdeci Carlos de Souza, 54 anos, realizava instalação de rede elétrica na obra da loja de departamentos. Informações extraoficiais dão conta de que em determinado momento do trabalho ele tomou um choque, caiu da escada e sofreu traumatismo craniano.
Unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e encontrou a vítima dentro de uma caminhonete da própria obra, que no momento da chegada dos socorristas se deslocava com o eletricista para atendimento hospitalar. A equipe médica do Samu prestou socorro por meia hora com procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar, mas Valdeci Carlos de Souza, não resistindo aos ferimentos, morreu no local. Conforme o registro, ele apresentava afundamento de crânio.
A vítima era natural de Curitiba (PR). Um colega de quarto relatou que o eletricista aparentava estar saudável, sem nenhum tipo de mal-estar ou enfermidade. Outra funcionária alegou que, em conversa com Valdeci antes do acidente, ele teria se queixado de “bambeza nas pernas”.
A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada. De acordo com a ocorrência policial, os peritos encontraram manchas de sangue devido à queda, mas a escada utilizada no serviço havia sido retirada do local. Junto ao corpo não foi encontrado nenhum tipo de equipamento de proteção individual (EPI). Após os trabalhos de praxe da perícia, o corpo foi removido ao IML para necropsia.